INFORME

Mediante os movimentos aos quais devo proceder e acatar, em respeito a vocês, meus Queridos Irmãos (ãs), ainda estou aqui. Entretanto, pode acontecer que as postagens não ocorram de forma como vinham se dando: diariamente.
Desta forma, não estranhem caso haja tal situação.
Que a Ordem Divina, permaneça em nosso caminho.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Considerações sobre o caminho do Amor - I, o reconhecimento

Postagem original, em 01.03.2014



Considerações sobre o caminho do Amor - I,
o reconhecimento

Como podemos pretender nos dirigir a algum lugar/destino,
se nem ao menos sabemos em que direção ele está,
sem saber se é “ao norte ou ao sul” que devo me direcionar;
considerando-me, pela soberba ou porque assim foi dito,
já no caminho devido?

“... Se desejais “Ascensão”, buscai, em primeira instância,
“não amar” a vossa própria ilusão de que “Amais”!...”
-Mestra Nada-


Não conhecemos o amor
Nosso problema é, não é,
que nossas vidas são vazias, e não conhecemos o amor;
conhecemos sensações, conhecemos publicidade,
conhecemos demandas sexuais,
mas não existe amor.

E como este vazio vai ser transformado,
como a pessoa vai encontrar essa chama sem fumaça?
Certamente, essa é a questão, não é?
 -J. Krishnamurti, On love and loneliness, First Talk in Bombay 1950-




Sim!..., é necessário, antes de darmos (ou continuarmos a dar)
passos a esmo,
que reconheçamos nossa localização/estado para
produzirmos nossos esforços (passos) no rumo devido.


“O que queremos dizer com amor?

Amor é o irreconhecível.
Ele só pode ser percebido quando o conhecido é compreendido e transcendido.
Só quando a mente está livre do conhecido,
só então haverá amor.

Assim, devemos abordar o amor negativamente, 
não positivamente.

O que é amor para a maioria de nós?

Conosco, quando amamos, existe possessividade, dominação ou subserviência.

Dessa possessividade vem o ciúme e o medo da perda,
e legalizamos este instinto possessivo.
Da possessividade vem o ciúme e os inumeráveis conflitos com que cada um está familiarizado.

Possessividade, então, não é amor.
Nem é amor sentimental.
Ser sentimental, ser emocional, exclui o amor.
Sensibilidade e emoções são meramente sensações.

Só o amor pode transformar a insanidade, a confusão 
e a disputa. 
Nenhum sistema, nenhuma teoria de certo ou errado pode conferir paz e felicidade ao homem.

Onde existe amor, não existe possessividade nem inveja;
existe misericórdia e compaixão, não em teoria,
mas de fato por sua esposa e por seus filhos, 
por seu vizinho e por seu empregado...

Só o amor pode gerar misericórdia e beleza, ordem e paz.
Existe amor com sua benção quando “você” deixa de existir.”

-J. Krishnamurti, The Book of Life- 
http://www.jkrishnamurti.org/pt/krishnamurti-teachings/view-daily-quote/20130423.php?t=Love




“... “Amar” não é palavra fugaz,
que exprima a face romântica de vossas concepções infantis!

Não deveis amar a “Mentira”! Amai a “Verdade”!...

... Deveis amar o “ensinamento puro” das hostes magníficas de seres empenhados na evolução dos seres humanos,
mas não deveis amar a retumbância linguística de pseudo-revelações
que provêm de mentes espirituais enfermiças,
os tão apregoados “falsos profetas”,
escarnecendo os possíveis ingênuos canais humanos e seus prosélitos fanatizados!...

... Amar os “seres humanos, 
com ou sem os seus corpos físicos”,
é uma lei a ser cumprida,
mas amar os frutos daninhos que milhares deles podem disseminar, para nutrir almas submissas a inverídicos argumentos,
não é função de verdadeiros semeadores da luz na Terra...

... Deveis amar a “ocupação sadia” da mente naquilo que a preenche de dados sobre como expandir a própria consciência,
mas não podeis amar os conteúdos que subestimam a vossa capacidade de discernir entre o que é útil e o que é frivolidade espiritual!

Não vos deixeis hipnotizar pela onda intrépida da idolatria de retóricas insipientes!...

... Amar aquilo que “acrescenta”,
amar a obra de instrução espiritual dos seres humanos
e seu necessário despertamento espiritual,
é doação virtuosa!
No entanto, amar o ensinamento que confunde,
que se sobrepuja à capacidade que tendes de avaliação e racionalização,
é construção irresponsável de teorias muitas vezes utópicas,
sem confirmação da Ciência Divina!

Deveis amar o “estímulo ao crescimento interior”,
mas nunca o desrespeito às vossas inteligências em expansão!...”
  
-Mestra Nada-



"O que o amor não é"
"Se você descobre que o jardim que cultivou tão cuidadosamente produziu apenas ervas venenosas,
tem que arrancá-las pela raiz;
tem que derrubar as paredes que as abrigaram.
Você pode ou não fazê-lo, pois tem extensos jardins, bem cercados e bem guardados.

Você fará isso só quando não houver comércio,
mas deve ser feito, pois morrer rico é ter vivido em vão.

Mas além de tudo isto,
deve haver a chama que limpa a mente e o coração,
tornando todas as coisas novas.
Essa chama não é da mente, não é coisa para ser cultivada.

A demonstração de benevolência pode fazer brilhar,
mas não é a chama;
a atividade chamada serviço, embora benéfica e necessária,
não é amor;
a tolerância praticada e disciplinada,
a compaixão cultivada da igreja e do templo,
o discurso moderado, as maneiras suaves,
a adoração do salvador, da imagem, do ideal
– nada disto é amor.”

-J. Krishnamurti, Commentaries on Living Series I Chapter 59 How am I to Love?-
 http://www.jkrishnamurti.org/pt/krishnamurti-teachings/view-daily-quote/20120303.php?t=Love


Amar é reconhecer e aceitar o caminho evolutivo ofertado pela Criação ao TODO e a TODOS
e nele se lançar,
discernindo e rompendo com o ilusório, com o controle/egoísmo
e ignorância.



A "apresentação" do caminho sempre se fez presente pelo Universo Evolutivo/Criação
à todos os que por aqui, nesta dimensão na Terra, 
encarnaram, aportaram ou passaram; 
ofertando a oportunidade do seu trilhar a quem a ele reconheceu.

ArqueiroHur