INFORME

Mediante os movimentos aos quais devo proceder e acatar, em respeito a vocês, meus Queridos Irmãos (ãs), ainda estou aqui. Entretanto, pode acontecer que as postagens não ocorram de forma como vinham se dando: diariamente.
Desta forma, não estranhem caso haja tal situação.
Que a Ordem Divina, permaneça em nosso caminho.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

O PRAZER (culto) DA DOR

Postagem original, em 18.10.2015




O PRAZER (culto) DA  DOR

Embora não se reconheça, por levarmos o sentido da palavra mais para o lado da prática sexual; mas, fomos formatados como masoquistas, adorando fervorosamente a dor em seus mais variados aspectos.

“... Se não tivesse o amor
Se não tivesse essa dor
E se não tivesse o sofrer
E se não tivesse o chorar...
Melhor era tudo se acabar.

Eu amei, amei demais
O que eu sofri por causa do amor
Ninguém sofreu.
Eu chorei, perdi a paz
Mas o que eu sei
É que ninguém nunca teve mais
Mais do que eu...”
- “Consolação” de Vinícius de Moraes e Baden Powell-



A letra desta música, acima, exprime bem este sentido do prazer da dor relevado pelo ‘amor possessivo e dependente’; mas que só pela sua existência, vale o sofrer.

Todavia, este nosso culto da dor não ocorre somente nestes pontos de relacionamentos (amoroso ou sexual).  Não!...
Se nos observarmos, iremos percebê-lo em muitas situações (padrões e práticas) que vivenciamos/criamos no nosso dia a dia.
 É!... a dor está presente nos ‘nossos sonhos (ou seria delírio?) em querer algo’, na inveja e seus derivados por ‘não termos ou sermos’; nos desafios diários que nos impomos contra a Vontade Divina.
E mesmo no que classificamos de ‘prazer’, uma vez que sabemos ser ele de curta duração e ou de difícil aquisição
(vide o esforço dispensado para 'ser', como exemplo, um bailarino/a ou um atleta cujo o trabalho repetitivo apresenta, no futuro, uma série de sequelas no corpo físico que acabam findando o prazer obtido com o 'ser isto ou aquilo').


Pergunte-se:
- Se não tiver o prazer, também não se tem a sua ausência. Onde, então, caberia/estaria a dor?

A dor provêm da decepção da perda ou do não ter/possuir.

Assim, o nosso anseio/desejo (sobre qualquer coisa/situação) é o grande fomentador da dor, revelando nosso masoquismo.

Lembrando que, 
sem o reconhecimento o que podemos rever?

ArqueiroHur