INFORME

Mediante os movimentos aos quais devo proceder e acatar, em respeito a vocês, meus Queridos Irmãos (ãs), ainda estou aqui. Entretanto, pode acontecer que as postagens não ocorram de forma como vinham se dando: diariamente.
Desta forma, não estranhem caso haja tal situação.
Que a Ordem Divina, permaneça em nosso caminho.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Pequenos Pensamentos - CCLXXII

Postagem original, em 17.06.2014


A Luz/consciência não carrega o "peso do passado",
nem coloca-o, como fardo no agora. 
Entretanto, o aprendizado serve-se dele,
na percepção do seu padrão/vibração,
para lidar com ele.

Assim, não use o que se deu,
situações vividas (o "passado", dores, mágoas),
como muletas ou bengalas em seu caminhar.
Como "arma" ou instrumento de "defesa/bloqueio"...

Mas sim, como esteio de sustentação;
onde, tendo aprendido com o ocorrido,
possa romper com o círculo das suas repetições.
                                                                                   ArqueiroHur



Energia - Francesco, o Mentor

Postagem original, em 11.07.2012


Energia

Tudo é energia!
Quando digo tudo, é em tudo mesmo!
Dentro e fora (externo e interno).
Portanto tudo à muito...
Sofre as manipulações dos conceitos 
do 'mundo velho'.

Filhos amados, não fujam por medo do que desconhece 
(o NOVO)!
O medo os faz repetir constantemente 
o sistema do mundo, bloqueando a LUZ.

Todos os conceitos que já vivenciaram
foram para aquele determinado momento,
para quem os viveu.
De nada vale continuarem repetindo. 

Volto a dizer:
Os conceitos que nem mesmo compreenderam,
apenas foi passado a vocês para poder
os manterem "presos" a  tantas e variadas energias
que não compreenderam ainda.

Já se perguntaram por que alguns
são “menos favorecidos”?
- O TODO está em tudo! Concordam?

Então, o que acontece?

Muito simples amados filhos,
em todos (“menos favorecidos”):
Ausência de LUZ! ( bloqueada pelos conceitos)

Pois ESTA sempre esteve e está dentro de vocês.
Parem e sintam!
Entregue tudo ao UNIVERSO.
Parem de fugir!
Revejam-se, limpem-se!
Não com técnicas do mundo dos conceitos
(Sabem muito bem quais são!).

Mantenham-se firme!
Mas, A NOVA  no  NOVO. Que está dentro de você!

Fiquem na Paz!
Francesco, o Mentor

Por Lei -Fio



Do que lembramos?


Postagem original, em 30.03.2016



Do que lembramos?

Você consegue perceber do que se lembra cotidianamente, e que acaba veladamente ‘direcionando seus passos’?

Não estou falando aqui das tarefas ou das rotinas as quais estamos sujeitos, como as de higiene pessoal, dos ‘cuidados’ da casa, do trabalho ou da escola. Estas, como escovar os dentes, lavar a louça, ‘lembrar-se de senhas’ e etc., que também fluem sem que sejam notadas, são automáticas. Refiro-me as que lhe fazem ‘temer’ ou se lançar nas aventuras, que lhe geram repulsa ou atração.


... É, pelo incrível que pareça, as “lembranças” que ditam nosso rumo, que regem nossas posturas, reações e condutas,
nos são desapercebidas e mesmo ignoradas..., mas elas estão ali, sempre agindo "na calada" sobre cada situação impondo suas considerações.

Lembramos das dores sofridas, das ‘perdas’ impostas,
das derrotas cravadas, dos abandonos e traições determinadas...

Lembramos das ‘caridades’ efetuadas, do ‘bem realizado’,
do ‘amor e amizade’ ofertados.

Lembramos das sensações de prazer e ou de desgosto..., das emoções.

São estas ‘multidões’ de situações que vivenciamos num passado que permeiam nossos passos e caminhar no agora. Que teimamos em colocá-las no agora.
Sim, trazemos e mantemos “o que foi/aconteceu” no presente.


O que torna ainda mais interessante esta 'manutenção do ontem', é que ele se calca, se baseia na ideia de que:
lembro-me para evitar a repetição
(das dores e situações de traumas)
e em outras ocasiões para que permaneçam
(quando são do interesse, como as sensações de prazer),
e isto, sem falar da lembrança que busca a barganha
(aquela que sempre ressalta o que se fez, em ‘grandeza’, para poder ‘receber’);
sem se dar conta de que a simples lembrança não evita, mas sim fortalece a ‘baixa vibração’ em qualquer situação.
Pois, ela não é fruto do aprendizado/consciência, que percebe a vibração em cada momento/situação e sobre ela atua; sendo assim capaz de evitar a sua repetição.
Esta ‘lembrança’ se desenvolve pelos seus interesses, apartada do TODO e da consciência, vendo tudo sempre pela sua ótica limitada.
Suas ações são sempre exaltadas pelo 'instinto de preservação' e ou 'de progresso e bem estar'. 

Então cabe, neste caminho do rever, a percepção/detecção destas ‘lembranças’ no dia a dia (medos, interesses...), em cada momento/situação, para permitir que sobre elas a LUZ e a consciência possam se instalar.
Transformando a aridez do passado num campo fértil e florido no agora.

ArqueiroHur



A FUGA DO SE RECONHECER - J.Krishnamurti


Postagem original aqui, em 07.05.2016 


A FUGA DO SE RECONHECER


Parecemos não perceber a extraordinária importância do aprender sobre a nossa pessoa
(não o que os outros disseram, por maiores que sejam esses especialistas): 
o aprender realmente acerca de nós mesmos.

Não parecemos muito ardentemente interessados nisso e nos mostramos mais dispostos a aceitar prontamente "informações" de segunda mão, a respeito de nós mesmos.

Como sabem, há iogues, swamis, mararishis, 
— todo esse bando que anda a percorrer a Índia, este país, a Europa, a América.*
Em geral somos tão crédulos que estamos prontos a seguir qualquer um, desde que nos prometa alguma coisa!
Mas, para aprender sobre mim, torna-se necessária a total negação do passado, a negação de tudo o que aprendi a meu respeito,
porquanto sou um ente vivo, em movimento, uma coisa que está constantemente a modificar-se, por força das tensões e pressões da vida diária, da propaganda
— da constante pressão do mundo e da vida de relação.

Queremos traduzir este ente vivo em termos do passado, examiná-lo por meio do passado, e por essa razão é que nos parece difícil aprender acerca de nós mesmos,
isto é, porque temos o padrão do passado, o padrão do "correto" e do "errado", do "bom" e do "mau";
não estou dizendo que não existe "bom" e "mau",
mas temos essa imagem, firmemente arraigada no passado, e ela impede a compreensão do presente, do "eu" vivo.

Apresenta-se, assim, a questão de saber se não há possibilidade de rejeitarmos a autoridade externa dos sistemas espirituais, dos livros, dos guias religiosos, dos teólogos, etc.

Tratemos de recusá-la, bem como a autoridade interna do processo psicológico das experiências acumuladas, do conhecimento, do saber, a fim de termos uma base para começarmos a aprender.
Isso, com efeito, significa: Pode a mente
— ao observar tudo isso com muita simplicidade e clareza, se é uma mente são, e não neurótica, emocional —
pode a mente perguntar então a si própria se é capaz de enfrentar o medo que vem, inevitavelmente, quando uma pessoa se vê completamente só?

Porque, quando se rejeita toda autoridade, tanto externa como interna, e sabendo-se que se está sujeito a errar, que não existe nenhum guia, nenhum filósofo, nenhum amigo para mostrar-nos a direção, se estamos aprendendo a respeito de nós mesmos
— esse medo se apresenta inevitavelmente.

Ele nasce, invariavelmente, por causa da comparação:
alguém alcançou o esclarecimento e eu não alcancei. Desejo alcançá-lo.

Há também o temor de cometer algum erro, de perder tempo. E ainda o de ficar sem amparo, completamente só.
Afinal de contas, nós temos de estar sós
— estamos sós. Ao negarmos totalmente a estrutura psicológica da sociedade —
o que equivale a estar fora da sociedade, como, psicologicamente, devemos estar
— então, evidentemente, estamos sós.
Mas não se trata, de certo da solidão do monge, que é isolamento. Tampouco se trata da solidão da pessoa que se consagrou a uma determinada atividade; nem da solidão da pessoa que ficou abandonada, que não tem lugar na sociedade.
Quando se repudia, por inteiro, a estrutura psicológica da sociedade, fica-se inteiramente só e isso, por sua vez, gera um grande medo. Porque a maioria de nós é o passado e vive com o passado; quanto mais velho ficamos, tanto mais significativo se torna o passado; o passado se torna nosso guia.

É necessário rejeitar tudo isso, porque desejo aprender sobre mim.

E quando o rejeito, existe alguma coisa para aprender a respeito de mim? Já aprendi; nada mais há que aprender.
Não sei se vocês estão percebendo. Pois, o que estou aprendendo acerca de mim mesmo?
Desejo conhecer-me, mas percebo que, para aprender, necessito de estar livre de toda espécie de autoridade, não apenas verbalmente, porém em cada segundo, em cada minuto do dia.
E noto, assim, em mim próprio, a inclinação para seguir, porque sinto medo. E percebo a existência, em mim mesmo, do perigo, do medo de me ver inteiramente só.
E percebo, também, o temor de errar, de não atingir a meta, de não realizar, não conseguir aquela certa coisa existente além de todo pensamento e de toda experiência.

E, após esse exame, o que resta para aprender a respeito de mim?
Já aprendi tudo; já conheço a natureza total de "mim mesmo". Entretanto, resta essa coisa chamada "medo".
E, se me permitem, vamos examiná-la. Porque a mente que se vê presa na rede do medo, em qualquer de suas formas, conscientes ou inconscientes, tem de necessariamente viver num mundo sombrio e de ver as coisas deformadas; jamais compreenderá o que significa ser verdadeiramente livre.
E, porque tememos, criamos, natural e inevitavelmente, toda uma rede de vias de fuga
— o estádio de futebol, a igreja, o bar, etc.
Mas há possibilidade de nos libertarmos do medo?...
Temos a possibilidade de libertar-nos total e completamente dessa coisa chamada "medo"?


Jiddu Krishnamurti, em "A Essência da Maturidade".



*Nota do Arqueiro: hoje não se restringe a somente aos sitados por Krishnamurti. 
Há muitas das "sumidades instituídas", dos que se intitulam "guias e mestres" por "algum curso" que tenham participado ou por 'orientações/instruções' que recebam, por alguma percepção que tenham tido, espalhados por todos os cantos do planeta, onde, em sua grande maioria ou todos, se recusam ou ignoram a se reconhecer, negando o 'seu estado' e as condições/circunstâncias sob as quais nos encontramos; que dissimulam e compactuam, alguns conscientemente, com a ilusão/'controle'.