INFORME

Mediante os movimentos aos quais devo proceder e acatar, em respeito a vocês, meus Queridos Irmãos (ãs), ainda estou aqui. Entretanto, pode acontecer que as postagens não ocorram de forma como vinham se dando: diariamente.
Desta forma, não estranhem caso haja tal situação.
Que a Ordem Divina, permaneça em nosso caminho.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Pequenos Pensamentos - LXVI


Postagem origina, em 09.10.2011



             Quem se dá conta de que
             as pontes/atalhos que tomamos,
             são meras fugas que partem do nada
             e nos levam para lugar nenhum?


             Reconhecer as situações/questões
             e buscar saná-las, pelo entendimento,
             é o que nos põe no caminho
             do crescer e SER.
                                                                     ArqueiroHur





Os caminhos da fuga II, a ocupação pelo ‘trabalho’ ou prazeres sociais.

Postagem original, em 09.01.2016


Os caminhos da fuga II: a ocupação pelo ‘trabalho’ ou prazeres sociais.



O que é realizado por você, no seu dia após dia, 
para que ‘não se fique sozinho’,
tendo assim que conviver consigo mesmo?...


Pode parecer estranho, mas não são poucos os que não conseguem ‘ficar parados’ ou sem ter alguma companhia. 
Não falo nem em não conseguir ficar ‘com a mente em silêncio’, 
mas simplesmente em ficar sossegado, sem nenhuma atividade física, sem ter de falar ou escutar, de ‘ver algo ou ser visto’, sem ter de estar ‘prestando atenção em alguma coisa’ ou na companhia de outros.


Tudo o que nos cerca nos encaminha para a fuga, 
pois nos ocupa, entretêm..., nos atrai e vicia.
Nos controla sem que nos demos conta.


Mas o pior, é que parece que gostamos disto, de sermos seviciados, ‘guiados’, pois quando cansamos de um vício, pulamos para outro:
- saímos de uma novela para outra ou para um seriado,
- de um bar ou 'balada' para um outro,
- de um relacionamento ou "amor" para outro,
- de um tipo de roupa/cabelo para outro,
- de uma religião para outra,
- de uma 'caridade' para outra
e por aí seguimos..., de uma ocupação para outra;
em um ping-pong ocupacional.

Sem nos darmos conta de que continuamos fugindo, 
sem termos o 'atrevimento' de nos olharmos.


Tal circunstância, da fuga pelo entretenimento, não ocorre em alguma ‘classe social’ ou se dê por ‘faixa etária’, não!
Hoje, o que mais podemos constatar são crianças entregues aos seus ‘joguinhos eletrônicos’, jovens e adultos fixados no computador ou nas ‘redes sociais’, enfim..., todos 'fechados em seus afazeres', sem perceberem a si mesmo ou ao redor.
Todos considerando as suas atividades como sendo a ‘razão da sua vida/existência’, dedicando-se em "locupletar-se", sem a percepção de que se tornaram insaciáveis...

... Outro dia, um ‘trabalhador braçal’ comentou que ao se encontrar sozinho durante umas poucas horas, por sua família ter ido na casa de parentes para uma visita, não suportou "ficar parado, sem fazer nada", a "solidão"; e mesmo sendo no final da tarde, já escurecendo, pegou sua máquina e foi 'roçar o campo'...

Este é somente um exemplo do que se dá diariamente com a grande maioria de nós, humanos; onde nos entregamos a qualquer atividade para não termos de nos ‘confrontar/rever’.


Cabe a você, agora, a percepção do ‘ao que você se entrega’, do que se tornou dependente e o permitir-se olhar par si mesmo, 
pois, apenas ‘reconhecer o vício’, sem o entendimento da fuga de si, recusando a 'se ouvir/ver', pode levar a somente trocar de vício, o famoso seis por meia dúzia’indo de uma ocupação para outra.




É necessário ter o entendimento de que 
toda atividade deve ser um meio e não o fim. 

Exemplo: é necessário que se lave a louça, mas, esta atividade não pode ser encarada como a essencial e prioritária, fazendo com que nem mesmo se consiga apreciar a refeição em virtude de 'ter de se lavar a louça'. 

Todo trabalho deve cumprir a um objetivo/propósito, 
e não ser ele, trabalho, a razão das ações.

Sem que eu tenha a noção/entendimento da minha existência aqui, que é evoluir, em primeira instância, ou negando a isto, 
as tarefas que realizo, sejam elas quais forem, como as "festividades", tornam-se o instrumento para que eu não me reconheça ou me mantenha negando-me.  

ArqueiroHur



As buscas humanas: felicidade

Postagem original, em 24.12.2013


As buscas humanas: felicidade 

Quem que um dia não se lançou nesta busca "da felicidade",
ou ainda se lança nela?...
Quem não espera, sonha e deseja encontrá-la, alcança-la?...

Esta "felicidade" pessoal, egóica, que não se transfere,
que é cria dos padrões e conceitos sociais
(políticos, econômicos e religiosos),
de onde brotam os desejos.
Da "felicidade" que se dá de acordo com o seu gostar e querer.

Ah!... Você não considera ela egóica e individualista?

Vejamos:
- para muitos "a felicidade é ter": 
bens, propriedades, “segurança”, “poder”, status...
- para uns tantos é “ganhar na loteria”.
- para outros é “ter o ser amado” ao seu lado.
- para “o festeiro”, ter bastante festas para ir.
- para “o torcedor”, a vitória de seu time.
- para "a prostituta", muitos clientes.
- para "o traficante", um maior número de pontos de venda
de seus "produtos" (boca de fumo).
- para "os líderes espirituais", seguidores, muitos "fiéis".
- para “o soldado”, a derrota do seu inimigo.
e por aí vai...,
com ela, "felicidade", sempre sendo buscada
dentro dos ideais/propósito de cada um.  


... E agora, depois destes exemplos,
você já considera/percebe "a felicidade" como individual,
e em geral conflitante com/contrária a dos outros
e apartada do TODO?

Se a sua resposta foi sim, 
podemos avançar um pouco nas considerações, leitura
e entendimento.
Se ela tenha sido não, 
é perda de tempo a manutenção da leitura,
pois irás continuar a considerar tudo aqui exposto,
um absurdo e talvez até mesmo “radical”...

Então vamos lá:
- Em que vibração se encontra o que é individual e egoísta,
que segrega e alimenta a disputa, o "ter/ser", o "poder" e a ilusão?
Seria esta a vibração da LUZ?...

- Quando me foco em ter meus desejos atendidos,
ignorando todo o meu redor
(energias, Mãe Terra, semelhantes, os outros reinos e etc.)
e ou me envolvo pelo clamor social, cedendo a ele,
com que consciência atuo;
em prática, com o quê compactuo e propago?...



A felicidade real provém
da serenidade da consciência do estado do SER.
Da harmonia que flui da integração do/no TODO,
com o crescimento ofertado constantemente.
Do AMOR, RESPEITO e JUSTIÇA em igualdade,
emanadas pela LUZ da Criação.

A LUZ não se vende ou se pode comprar.
Não se oferta ou se pode doar.
A LUZ é consciência!
E esta, quando real, atua e se expande
por onde se passar, no que se estiver efetuando,
em qualquer tempo ou lugar.

ArqueiroHur



Fuga e controle, a busca do conhecimento.

Postagem original, em 02;10.2014


Fuga e controle, a busca do conhecimento.

Porque a humanidade, nós, busca o aumento do conhecimento
externo,
quando nem mesmo damos conta (praticamos) do que já nos foi revelado?...

Usamos o artifício do controle, na vã tentativa de fugirmos de nós mesmos, de termos de assumir falhas e descaminhos
(desta e de outras passagens);
assumir, reconhecendo-os para saná-los e não mais repeti-los.
Para tentar fugir destas responsabilidades;
como também da responsabilidade sobre cada passo atual.

Assim, com estas artimanhas, mantemos o padrão de
ocultar/negar o que nos é percebido ou  anunciado.
De utilizar-se da máxima: “- O ego(eu) é assim mesmo!”...
De compactuar de que “as coisas/sistema são assim”.

Mas aonde nos leva (e levou) esta busca desenfreada pelo
conhecimento do externo, em detrimento de se reconhecer e rever?...

Repare ao seu redor, na frieza, imediatismo e vazio
com que a humanidade (nós e os do nosso redor) caminha...
Sem perspectivas, seduzindo-se pelas facilidades e ilusões.

Repare em qual o valor da vida existe (de semelhantes ou das outras espécies), que não resida no próprio interesse?...

Repare em qual respeito que impera (a si mesmo e ao TODO), quando tudo se desenvolve em busca do dito “prazer e felicidade” individual e ou coletivo?...



... Passamos a conhecer o stress e a depressão, o mal disto ou mal daquilo com todos os seus sintomas e efeitos;
e quanto mais conhecemos "sobre isto", mais meios buscamos para “amenizá-los”.
Sem jamais reconhecermos as suas origens, seus nascedouros
e, desta forma, tentar poder  findá-los.


Lançamo-nos, cada vez mais, na aquisição deste "novo conhecimento/tecnologia", atribuindo-lhe, esperançosamente, a "salvação";  
como se a redenção viesse por seu intermédio.
E nesta fuga alucinada, lançamo-nos, individualmente e como humanidade, mais e mais para dentro da areia movediça, ao centro do furacão.

É certo que o conhecimento sobre onde e como nos encontramos,
com nosso estado/estágio/formatação,
é fundamental para nos nortear pelo caminho;
mas é esta a sua valia: orientar!
Não para desvirtuar, esconder ou muito menos “controlar”.

Então, antes de buscar “conhecer mais”, procure ter o entendimento/compreensão sobre o que já lhe foi revelado
e possa, desta feita, atuar sem desconsiderar/ignorar e burlar, 
as Leis da Criação e ao TODO.

ArqueiroHur