INFORME

Mediante os movimentos aos quais devo proceder e acatar, em respeito a vocês, meus Queridos Irmãos (ãs), ainda estou aqui. Entretanto, pode acontecer que as postagens não ocorram de forma como vinham se dando: diariamente.
Desta forma, não estranhem caso haja tal situação.
Que a Ordem Divina, permaneça em nosso caminho.

sábado, 19 de novembro de 2016

Precipitação e julgamento




Postagem original aqui, em  08.11.2012


Precipitação e julgamento


Embora tenhamos imensa dificuldade em fazer um juízo
sobre nós mesmos
(quando o fazemos é com o ego inflamado de vaidade
ou de forma depreciativa),
não raro, temos muita facilidade em fazê-lo
em relação aos outros, o que ocorre, invariavelmente,
em tom de julgamento (depreciativo ou de pujança).

Costumamos nos antecipar ao modo de ser do outro
– de todos outros – fora de nós
(não falo só de outra pessoa), olhá-los, julgá-los
e julgar conhecer aspectos de sua pessoalidade
e de seu interior,
como se tivéssemos o poder de revirá-lo ao avesso,
penetrar em seu Ser e conhecer sua Essência.

De onde vem esta pretensão e arrogância?
Quem nos deu esse poder?

Embora este seja um comportamento recorrente,
raramente (ou nunca) nos leva a refletir.

Pensar sobre nossas atitudes é sempre uma tarefa difícil,
e muitas vezes dolorosa, uma vez que
não nos reconhecemos sob o mesmo parâmetro
nem nos medimos com a mesma medida
com que medimos o outro.

O princípio básico que devia (e deve) nos orientar
é o seguinte:
“assim como não me conheço completamente,
também não posso conhecer o outro”,
portanto,
devo abster-me de julgá-lo.

O conhecimento que podemos ter de nosso interior;
de nosso Ser,
depende do acesso ao caminho que nossa consciência nos dá.


É ela que abre caminho para o “reconhecimento”
e conhecimento do Ser;
nosso e do outro (dos outros) fora de nós,
no lugar em que este se manifesta (na própria consciência),
e “apenas” aí.

Assim sendo,
o conhecimento e reconhecimento do outro,
depende do conhecimento e reconhecimento que temos de nós. 
Nestes termos, conheço e reconheço o outro,
apenas e na medida em que conheço e me reconheço; 
conscientemente.
Isto equivale a "sentir", aceitar, respeitar e amar;  
a mim e ao outro. 

Percebem o vínculo necessário da condição do Ser? 
Percebem o “elo” que nos faz ser segundo
(e com) o outro (os outros), segundo uma Unidade;
plasmada e predeterminada?

 Eu sei, é incognoscível...

Então, se foge à nossa compreensão,
porque nos antecipamos, emitimos juízos e julgamos o outro, 
como se tivéssemos a posse do conhecimento de seu interior?

Ah! Pela aparência! Pelo que ele “mostra” ser!

É... Não é por outra instância que o fazemos!

Usee