INFORME

Mediante os movimentos aos quais devo proceder e acatar, em respeito a vocês, meus Queridos Irmãos (ãs), ainda estou aqui. Entretanto, pode acontecer que as postagens não ocorram de forma como vinham se dando: diariamente.
Desta forma, não estranhem caso haja tal situação.
Que a Ordem Divina, permaneça em nosso caminho.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Pequenos Pensamentos - CXLVI


Postagem original, em 02.03.2012


             A LUZ
             não tem hora, dia,
             lugar ou situação 
             para "se apresentar"!


             Ela está e estará presente,
             onde a VERDADE estiver.
             Aonde você,
             com a VERDADE se mantiver.
                                                   ArqueiroHur





Confiar na Criação

Postagem original, em 25.08.2011


                       Confiar na Criação
                       É saber que tudo
                       O que se necessita,
                       Virá ao nosso encontro.
                       É, se manter sereno
                       E saber receber.

                       Confiar na Criação
                       É perceber em cada situação
                       O aprendizado.
                       Não tendo adversários,
                       Nem deixando de se ver.

                       Confiar na Criação
                       É ter a humildade
                       Do “não saber”,
                       De largar o controle,
                       Consciente de que não vai se perder.
                                                                                ArqueiroHur



RECEBA, ACEITE e AGRADEÇA

Postagem original, em 06.10.2011




RECEBA, ACEITE e AGRADEÇA

O que você faria se a sua frente surgisse repentinamente um estranho e colocasse nas suas mãos um precioso diamante? 
-Sei que algumas pessoas sairiam correndo com a pedra e levariam-na ao joalheiro mais próximo, mas grande parte das pessoas ignoraria o estranho e desconsideraria o presente, por não acreditar que, do nada, pudesse cair em suas mãos tamanha riqueza.

É que, para recebermos presentes, precisamos estar receptivos. 
Parece óbvio, mas não é. 
Há muitas pessoas que reclamam da vida, mas que jamais se abrem a mudanças. 
Muitas mesmo! 

A vida está sempre entregando presentes de todos os tipos, mas ainda escuto dizerem que a vida é injusta ou então que tudo que estão passando foi vontade de Deus. 
Sempre me pergunto o que Deus tem a ver com a desgraça alheia. 
Acredito que sejamos responsáveis pelo que nos ocorre pelo simples fato de que somos semelhantes à Divindade. 
E essa afirmação está na Bíblia e em muitos outros livros sagrados. 


Ora, se somos centelhas divinas, por que haveríamos de estar destinados à tristeza e ao sofrimento? 
Por que não somos capazes de, a qualquer momento, recriar nossa realidade?


Nesses últimos meses, aprendi – não sem um pouco de dor – que posso, de fato, criar a minha realidade. Modificando e rompendo com o que não me faz feliz, recebendo diariamente os presentes com que a vida me brinda. 
Mas pra isso é preciso coragem para descartar o que não me serve mais. As amarras e os pactos, muitas vezes feitos através de crenças e valores que não nos trazem mais felicidade ou que não combinam com a nossa essência, são o grande impedimento para a conquista de novos e melhores dias.



É claro que já li isso em muitos lugares e, se é simples assim, por que ainda duvido muitas vezes? 
Por que há dias em que olho pro céu e acho que tem algo errado comigo? 
Nesses momentos, se eu conseguir me acalmar, vou perceber que há uma sombra que me distancia de mim mesma e saberei dissipá-la. 

A sombra, assim como a luz, está em todos os lugares. 
Ao percebê-la, tenho o poder de transmutá-la e de voltar a me conectar comigo mesma.

Mas e os presentes da vida? 

Também descobri que preciso aprender a aceitá-los. 
Por que desconfiar de presentes preciosos só porque chegaram inesperadamente e sem programação? 
Muitas vezes, em função de muitas experiências e ensinamentos do passado, julgo-me inelegível ao que a vida me oferta e, sem perceber, rejeito o que recebo.

Hoje, com muito esforço, começo a me achar digna de receber todos os ricos presentes a que tenho direito. E tenho certeza de que são muitos.

Aprendi que devo confiar no fluxo da vida e aceitar, receber e agradecer todas as bênçãos que recebo. 
Muitas vezes, tenho medo da renovação, mas quando reconheço esse sentimento, posso enfrentá-lo com a confiança de que há no Universo presentes preciosos reservados, não só para mim, mas para todos que se acreditam merecedores.

Então, esse é o meu convite à felicidade. Porque é preciso renovar sempre. Então, como naquela velha propaganda de desodorante, se um estranho lhe oferecer flores: 
RECEBA, ACEITE e AGRADEÇA.


Ana Lisbôa




O Balãozinho



Postagem original, em 05.01.2012


O Balãozinho

Era um Balãozinho daqueles que a gente vê em parque de diversão e feiras, de material que amassa, mas não rasga - acho até que é importado, com uns desenhos muito bonitos, que brilham a qualquer hora do dia ou da noite... Ele se achava, por tudo isto, um pouco superior aos de borracha, que estouravam à toa, e queria um destino melhor para si.
     
Sonhava o Balãozinho em viver numa casa bem bacana, onde teria a companhia de brinquedos bem legais e do nível dele.


Quis o destino, que ele tivesse essa sorte e ele foi dado a uma menininha que morava numa casa bem grande, do tamanho de um quarteirão, com um belo jardim, piscina e tudo o mais.
     
Quando a menininha viu o Balãozinho, ficou encantada e ambos se sentiram felizes.
Mas sabe como é, né?! A menininha tinha de tudo: vídeo-game, computador, bicicleta, enfim, tudo de bom e do melhor!... E num curto tempo, o encanto da novidade se desfez, levando a atenção da menininha para suas outras coisas e fazendo-a deixar o Balãozinho "meio" amarrado num galho do jardim; onde,  logo-logo, o vento se encarregou de soltar.



Assim o Balãozinho começou a subir e subir, levado pelo vento e percebendo que se afastava do seu grande sonho, pediu ao vento que o deixasse cair numa casa parecida com aquela... O vento, vendo a tristeza do Balãozinho, resolveu atender ao pedido e o levou para uma casa bem bonita e grande, onde moravam um casal de irmãos.
     
As crianças, quando viram aquele lindo Balãozinho caindo do céu, ficaram numa excitação tremenda e apostaram uma enorme  corrida pelo enorme quintal da casa, para ver quem o pegaria... O menino, que era maior e mais velho, levou vantagem e pegou o Balãozinho, mas como ele gostava muito da irmã, ficaram os dois a brincar com o lindo presente que veio do céu.

Nosso Balãozinho estava muito feliz com tudo o que via e com as brincadeiras dos irmãos. Só que passada uma meia hora, de brincadeiras e felicidade, a moça que cuidava das crianças (sim! as crianças tinham até uma empregada só para elas) as chamou para  lanchar.

As crianças estavam com tanta fome e sede, após tanta correria e brincadeiras, que saíram em disparada e sem que percebessem deixaram, de novo, o lindo Balãozinho entregue ao vento e a subir, subir...



     
Nosso amigo Balãozinho, que via seu grande desejo e felicidade se afastar pela segunda vez, em profunda tristeza, se perguntou o que havia feito para ter tal destino.
E não achando resposta, ficou a praguejar contra o vento e tudo o mais... Sem poder evitar, foi ganhando altura, se distanciando do seu grande sonho... Só que também, talvez pela sua revolta, foi perdendo o gás que lhe mantinha a flutuar, e assim, foi cair numa área bem pobre da cidade, num terreno abandonado e cheio de mato, totalmente murcho, lá ficando por um bom tempo, sujo e amassado pela ação do sol e da chuva...



        
Até que um menino, morador da vizinhança, ao andar por ali, se deparou com aquele material diferente, que mantinha ainda um certo brilho mesmo sob aquela condição; apesar de sujo e amassado, o menino que só brincava com pedaços de coisas achadas (pau, papelão e etc.), pensou em fazer daquele material estranho que ele jamais vira ou tocara, uma bola. Sim! o menino iria realizar seu grande sonho e desejo: possuir uma bola!...

Levando nosso Balãozinho para casa, o menino lavou-o bem e o encheu de papel e pano velho... Depois pediu para a mãe dar um jeito de fechar (costurando) e ele poder ter enfim, uma bola para brincar.



O resultado ficou acima da expectativa do menino, pois, sua mãe fez o melhor que podia, com todo o carinho e cuidado...

E a partir dali, daquele momento mágico (o encontro “ao acaso”, no terreno baldio), a bola tornou-se a fiel e inseparável companheira do menino que nada mais possuía, além da sua vontade de ser feliz com o que a vida lhe ofertava... E “ela” agora só ficava sozinha, quando ele ia para a escola, já que até para dormir, “ela” (nosso velho e conhecido Balãozinho) merecia o seu descanso ao lado menino e de seu travesseiro.




ArqueiroHur