Postagem original aqui, em 24.11.2013
Entendimento...XI
Cada pessoa vive sob a tutela de suas vontades,
impulsos e escolhas,
por isso é que o livre arbítrio e liberdade
lhe foi facultada pela Criação;
como um direito natural/como algo inerente a sua natureza.
Assim sendo, e por isso,
o que cada um faz ou deixa de fazer
está sob esta tutela,
ainda que fira os Princípios e Leis que a tudo constitui e governa.
O arbítrio e a liberdade facultados pela Criação
nos coloca em pé de igualdade com todo ser criado,
naquilo que nos cabe
ser e realizar para a harmonia do/no Universo e para realização do Projeto
Divino...
É assim que responde cada ser, ao realizar sua Natureza,
ao realizar o propósito de sua existência consoante a Liberdade
que lhe foi facultada.
Cada pessoa, pelo que observa e reconhece;
observando e reconhecendo o
que lhe é revelado pelo sentir,
sabe e se coloca (ou não) em consonância com este sentir através de suas
atitudes e atividades,
na medida em que se situa e no mundo,
diante dos outros e do Todo.
Neste sentido, é da consciência de ser e pertencer,
que vem a
necessidade de agir,
porque há a entregue ao Propósito Divino, de realizar, espontaneamente, o que é devido e cabido realizar
(creio não ser preciso enumerar exemplos, cada um, pelo que observa ou
contempla, pode compreender que assim o é).
Entretanto, diferente deste,
é no âmbito da “liberdade permitida”* , social e culturalmente,
que o livre arbítrio é cogitado e exigido.
É daí que se originam as necessidades, as conveniências,
as adesões e aceitações, as permissões e conformações,
é por aí que somos moldados e ser e estar conforme um estado de
coisas...,
de modo que, por nossa anuência, aceitação e escolhas,
requeremos ao livre arbítrio,
porque havemos de escolher/decidir entre agir segundo o Ser
ou agir
segundo o não ser
(no que diz respeito a realização do que nos cabe; enquanto propósito).
Entregues a essa condição,
“tendemos” a anular nosso Ser, negando-o.
Sujeitamo-nos a nossas
escolhas,
pelo exercício do livre arbítrio da liberdade concedida.
Porém, é justamente aí que também pode se dá a “escolha do caminho”,
tendo em vista para o que tender nossa escolha:
de deixar predominar a Liberdade do Ser no que a Criação lhe facultou; para realizar seu propósito,
ou deixar predominar a “luta” pela liberdade permitida,
pela qual passamos “a vida” buscando e requerendo,
no sentido de ver
realizada e respeitada “nossa humanidade”
(interesses, vontades, quereres, sonhos, desejos, etc.;
tudo próprio
dessa humanidade).
Não nos deve fugir o seguinte entendimento:
neste mundo, pelas condições de existência que se instalaram ao longo do
tempo, através de formatações,
vícios e práticas contrárias à Criação e à
Vontade Divina,
a necessidade de recorrência ao livre arbítrio,
a fim de que sejam
feitas nossas escolhas,
é premente e necessária.
Só através delas é que podemos nos libertar do jugo dos “modelos”, da
formatação;
do que nos foi imposto,
e buscar viver segundo a Liberdade que nos foi facultada,
deixando de violentar nosso Ser,
por fugir a seu propósito.
Usee