INFORME

Mediante os movimentos aos quais devo proceder e acatar, em respeito a vocês, meus Queridos Irmãos (ãs), ainda estou aqui. Entretanto, pode acontecer que as postagens não ocorram de forma como vinham se dando: diariamente.
Desta forma, não estranhem caso haja tal situação.
Que a Ordem Divina, permaneça em nosso caminho.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A verdadeira consciência



Foto: Aleh
Postagem, original aqui, em 05.02.2013




A verdadeira consciência


É comum e recorrente o uso do imperativo
de que é preciso “se conscientizar” de/sobre algo
ou alguma coisa,
como se esta necessidade encontrasse
seu “ponto” de partida e chegada no externo,
como se ela adviesse de algo
ou de uma situação puramente externa.

Já escutaram um dito popular que diz
que algo “entra por um ouvido e sai por outro”,
quando não há interesse
ou quando há descaso de alguém em relação a algo
ou alguma coisa?

Pois é,
com a “consciência” ou com o “conscientizar-se”
acontece o mesmo... 
Pelo simples fato que ninguém é consciente
porque o outro/externo quer,
que ninguém escuta ou muda uma postura ou atitude,
etc., senão escutando a si mesmo...

Não adiantam os imperativos!
O externo só nos faz “conscientes” ou “conscientizados”,
se houver em nós, bem acesa, disposta e atenta,
a capacidade para “ver e enxergar”,
“escutar e compreender”, “vivenciar e aprender”
com o que ele produz e/ou reproduz.

A “consciência” vem da disposição e predisposição interior
ao assentimento para com aquilo que nosso Ser evidencia,
faz ver e revela diante das situações, das vivências,
das relações, dos eventos, fenômenos, acontecimentos, etc.

Ela só é acionada na medida em que
nos deparamos com o externo e seus eventos
e nos dispomos a enxergá-los, compreendê-los e aprender.
Isto depende unicamente de nós,
do nosso aceite e escolha em escutá-la em nós,
em escutar nosso Ser no que ele tem a nos dizer.

Acontece que somos atropelados o tempo inteiro pelo ego
e pelo externo;
com suas questões e interesses. 
Aquiescemos com o que ele acolhe e recolhe daí;
com o que produz, reproduz e alimenta em nós
(egoísmo, ilusão, fuga, escoras, acomodação, etc.).

É por isso que as vozes que se levantam para clamar
que “é preciso conscientizar-nos”
que “precisamos ter consciência”,
esbarram na indiferença ou na adesão pelo modismo passageiro
( e são tantos os exemplos conhecidos!),
acabam "entrando por um ouvido e saindo por outro"...



              Foto: Aleh


Enquanto estivermos submetidos, entregues
e aquiescentes a estes (o ego e o externo),
deixando de observar-nos, escutar-nos
e rever-nos interiormente,
vamos sair por aí repetindo e clamando por “consciência”
ou aderindo a este clamor momentaneamente
sem, no entanto,
ter o entendimento do que seja a verdadeira consciência;
aquela que está em nós precisando ser desperta.

Usee

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